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Willy Barth

Busto de Willy Barth

Nasceu em 20 de junho de 1906 no distrito de Rio Pardinho, município de Santa Cruz do Sul (RS).

Largou os estudos em 1925, quando saiu da casa dos pais e passou a trabalhar como caixeiro viajante na empresa Bier & Ulmann Ltda.

Em 1940 fundou a Colonizadora “Barth, Benetti e Cia Ltda”, na companhia de outros cinco sócios, em Caxias do Sul.

 

Em 1945 comprou uma porção de terras da Fazenda Britânia (atual região de Toledo) de propriedade da Companhia de Madeiras Del Alto Paraná.

 

Tornou-se o Diretor Gerente da Maripá em 1949, quando mudou-se para o recém-formado povoado de Toledo, ainda município de Foz do Iguaçú.

Casou-se em 1941 com Diva Rodrigues Paim, com quem teve quatro filhas.

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Residência da Família Willy Barth – 1950

Foi eleito prefeito de Toledo em 1960. Durante os quinze meses no qual esteve a frente da prefeitura, iniciou obras como as das estradas Toledo-Tupãssi (hoje município de Assis Chateaubriand), Toledo-Pato Bragado e Toledo-Santa-Helena (hoje sendo esta a Rodovia Dr. Ivo Rocha – PR-317).

Moradores de Toledo
Moradores de Toledo, dentre ele Willy Barth, em frente à primeira Prefeitura – 1952

Com o apoio da Câmara, propôs-se a construir as escolas em Vila Industrial, Fazenda Lopeí, Dez de Maio e Vila Operária.

Foi um dos idealizadores e responsáveis pela construção da Usina Hidrelétrica do Rio São Francisco e iniciar a rede de água potável do município.

Usina Carlos Mathias Becker - 1956
Vista da Usina Hidrelétrica de Toledo, em 1956

Durante um comício para o Senado em Guaraniaçú, no dia 3 de abril de 1962, sofreu uma síncope cardíaca, vindo a óbito.

Hoje empresta o nome à Praça central e o Museu Municipal


PESQUISA:

Geissiely Alice dos Santos Nunes

Maisa Santos de Souza

Stefani Sabrina Aragão

Giovani Marcos Bernini

 

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Monumento aos Ruaro

Monumento aos Ruaro

 

A família Ruaro foi uma das que contribuiram para o processo inicial de colonização de Toledo, com ações destacadas de Zulmiro, Alfredo e Virgínia Ruaro dentre outros.

ZULMIRO RUARO

Chefiou a primeira caravana contratada pela Colonizadora MARIPÁ, contendo 14 homens que, após 38 dias de viagem chegou a Toledo, iniciando a ocupação.

Foi ele quem escolheu o local onde se estabeleceriam as três primeiras construções, às margens do rio Toledo.

Primeiras casas de Toledo - 1946
Primeiras casas de Toledo – 1946

 

ALFREDO RUARO

Alfredo Ruaro

Nasceu em São Marcos de Caxias do Sul, em 1913, de uma família de imigrantes italianos.

Alfredo Ruaro foi um dos sócios proprietários da Colonizadora MARIPÁ e diretor administrativo no período de 1946 a 1949.

Como Diretor da Maripá, foi responsável pelo desbravamento e colonização de Toledo, juntamente com os demais pioneiros que chegaram a partir de 1946.

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Escritório da Colonizadora Maripá, em 1950

Ficou conhecido como o “Fundador de Cidades”, por contribuir na formação de vários municípios no oeste paranaense, como Toledo, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Oeste, Medianeira, Matelândia, Céu Azul e Palotina.

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Atuou ativamente na estruturação inicial da Cila Toledo, auxiliando na construção de imóveis, serviços de energia, hortas, tanques comunitários para lavagem de roupas e na vinda do Padre Antônio Patuí e das Irmãs Vicentinas.

Concluída a etapa de empreendedor no Oeste do Paraná, Alfredo iniciou um trabalho missionário, com a criação da “Missão Nossa – Livrarias Católicas”,  que inaugurou várias lojas em diversas localidades.

Foi condecorado Cidadão Honorário de Toledo, em 11 de dezembro de 2008.

Faleceu na madrugada de 03 de outubro de 2015, aos 102 anos de idade.

Tem sua biografia contada em duas obras: “O Alvorecer de Toledo no Oeste do Paraná” e “Alfredo Paschoal Ruaro Fundador de Cidades”,  de autoria de Marcelo Grondin.

VIRGÍNIA DRAGO RUARO

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Nasceu em 8 de julho de 1914, em Caixias do Sul – RS.

Era esposa de Zulmiro Ruaro, e viveu em Toledo de 1946 a 1950.

Pioneira de Toledo e Francisco Beltrão, Vergínia Ruaro viveu mais de 100 anos

Aos 32 anos de idade, se tornou a primeira mulher a chegar ao acampamento do Pouso Toledo, para se estabelecer na futura vila.

Além de realizar seus tradicionais papéis de dona-de-casa, esposa e mãe em seu próprio lar, assumiu a alimentação de todos os trabalhadores encarregados de abrir picadas e estradas.

Em 1950, com uma nova frente de trabalho para o marido, foram residir em (Marrecas) Francisco Beltrão/PR.

Faleceu no dia 04 de janeiro de 2005, aos 100 anos.


PESQUISA:

Geissiely Alice dos Santos Nunes

Maisa Santos de Souza

Stefani Sabrina Aragão

Giovani Marcos Bernini

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PADRE ANTONIO PATUÍ

Padre Antônio Patuí

Nascido em 1905, Antônio Patuí era italiano. Atuava como professor na região de Udine.

Vivenciou a 1ª e 2ª Guerra Mundial.

Ingressou na vida religiosa na década de 1930. Foi consagrado em 1933.

Durante o avanço nazista, foi considerado comunista, enfrentou perseguição, cadeia e 4 condenações à morte. Sobreviveu a todas elas.

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Falava seis idiomas. Durante a 2ª Guerra conseguiu salvar vários prisioneiros dos nazistas.

Refugiou-se no Brasil, onde passou a prestar assistência religiosa na região de Foz do Iguaçú.

Celebrou a primeira missa em Toledo, no dia 13 de julho de 1946.

Na ocasião foi recebido com muita alegria. Não havia igreja nem cadeiras. O altar foi improvisado e todos oraram de pé.

Igreja de Toledo
Primeira igreja e Colégio das Irmãs – 1950

Resolveu permanecer na cidade, auxiliando no processo de colonização.

Ajudou na fundação da primeira igreja, do primeiro colégio (Vicentino) e do Seminário Cristo Rei, de Toledo.

Propôs a mudança do nome da cidade para “Vila Cristo Rei”.

Seminário Cristo Rei - 1955
Seminário Cristo Rei – 1955

PESQUISA:

Ederson Matheus B. Da Costa

Joyce Gabrielli Ribeiro

Giovani Marcos Bernini

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RUA 7 DE SETEMBRO

Rua 7 de setembro - 1962
Vista parcial da rua 7 de setembro – 1962 

Esta rua é um dos locais tombados como Patrimônio Histórico de Toledo (Decreto 140/2005).

Foi uma das primeiras ruas da cidade e abrigou a primeira Igreja, primeira escola, o Hospital São Paulo, o primeiro armazém da Colonizadora Maripá e a Casa Paroquial.

 

Rua 7 de setembro - 1950
Rua 7 de setembro em 1950. Vê-se a primeira igreja, o Hospital São Paulo e o Colégio das Irmãs

Foi uma das primeiras a receber pavimentação com pedras irregulares, entre 1956 e 1960.

Rua 7 de setembro - 1950
Rua 7 de setembro, entre a Rui Barbosa e Av. São João – 1950. Vê-se o Bar Antártica, Foto Clivatti, Empório Toledo e Escritório da Maripá

A pavimentação original ainda é mantida em um trecho da via, resguardando parte da história no Município.

É o único trecho com pavimentação em pedras irregulares ainda existente em Toledo.

Em 2016 passou por um processo de revitalização, mantendo a área central com o calçamento original.

 

rua 7 setembro

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Projeto revitalização rua 7 de setembro, Toledo - 2016
Projeto de revitalização – 2016

Revitalização

 


PESQUISA:

Geissiely Alice dos Santos Nunes

Maisa Santos de Souza

Stefani Sabrina Aragão

Giovani Marcos Bernini

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MEMORIAL DA USINA HIDRELÉTRICA

Memorial da Usina Hidrelétrica - Parque dos Pioneiros - Toledo

Essas turbinas eram parte da primeira usina Hidrelétrica de Toledo.

A Usina Carlos Mathias Aloysio Becker foi inaugurada em 1956, aproveitando-se o potencial do Rio São Francisco, a 7 km da sede da cidade.

Ela forneceu energia para a cidade até a década de 1970, quando a Copel passou a oferecer o serviço.

Antes da construção da usina, a energia era fornecida por um gerador com motor a diesel, apenas das 6:30 até as 22 horas

Usina Carlos Mathias Becker - 1956
Vista parcial da turbina e casa de máquinas, em 1956

A construção da Usina só foi possível após os moradores de Toledo emprestarem dinheiro à Prefeitura, que emitiu títulos da dívida pública a serem resgatados em sorteios nos anos posteriores.

Sua construção demorou 3 longos anos. A geração de energia iniciou-se no dia 2 de junho de 1956, quando a cidade iluminou-se.

O projeto contava com dois conjuntos de geradores. Um de 600 KVA e outro de 300 KVA.

A barragem construída ainda existe. Sobre ela passa a ponte do rio São Francisco, na estrada que leva ao Clube Caça e Pesca.

Foi desativada no começo dos anos 1980, após parte de sua estrutura ficar parcialmente destruída devido a uma enchente.

Antiga casa de máquinas da Usina Carlos Mathias Becker - Toledo

O nome é em homenagem a Carlos Mathias Aloysio Becker, que foi um dos principais envolvidos em sua implementação. Carlos faleceu antes de vê-la funcionar.

 


PESQUISA:

Ana Bejola

Daniela Luana

Gabriel Antônio

Giovani Marcos Bernini

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MARCO ZERO

Marco zero de Toledo
Marco Zero de Toledo

O Marco Zero demarca o local onde os primeiros desbravadores de Toledo desembarcaram, em 27 de março de 1946.

O monumento foi edificado em 2004, homenageando os fundadores do Município.

Nesta área havia uma pequena área desmatada, conhecida anteriormente como “Pouso Toledo”, ao lado do rio.

Foi aqui que, após 38 dias de viagem, a caravana com 14 viajantes que vinham de São Marcos – RS, instalou acampamento com lonas às margens do rio Toledo.

Neste espaço foram construídas as três primeiras habitações da cidade.

Primeiras casas de Toledo - 1946
Primeiras casas de Toledo – 1946
Casa à margem do rio Toledo - 1946
Casa à margem do rio Toledo – 1946
Propaganda da Colonizadora Maripá
Propaganda da Colonizadora Maripá

PESQUISA:

Ederson Matheus B. Da Costa

Joyce Gabrielli Ribeiro

Giovani Marcos Bernini

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PRAÇA WILLY BARTH

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O espaço foi projetado ainda em 1947, quando houve a definição da área urbana da Vila Toledo. O traçado inicial das ruas já reservava o espaço da praça.

O nome original da praça era Barão do Rio Branco, sendo renomeada em 1962 para homenagear  o pioneiro Willy Barth, após seu falecimento.

Foi sempre o palco de importantes eventos e festividades cívicas e religiosas da cidade.

 

Foi nela que Toledo recebeu uma de suas primeiras atrações de entretenimento, o Circo Ginoca.

À noite a aos finais de semana o local era ponto de encontro jovens, principalmente após a celebração das missas e sessões de filmes no Cine Imperial e Teatro Guarani.

A praça passou por uma grande remodelação em 2007, quando foram instalados diversos monumentos históricos, como o “BUSTO DE WILLY BARTH”, “MONUMENTO AOS RUARO” e inúmeros totens com fotografias e informações históricas.

Praça Willy Barth - 1968
Vista da Praça Willy Barth, em 1968. Ao fundo a Catedral Cristo Rei

Busto de Willy Barth
BUSTO DE WILLY BARTH – Clique para informações

Monumento aos Ruaro
MONUMENTO AOS RUARO  – Clique para saber mais

 

Foi o ponto dos acontecimentos políticos, civis e religiosos. Desfiles cívicos, carnaval, local de encontro, ponto de lanche, local que marcou a época de juventude da nossa geração. (Bassani)

Recém chegado a Toledo achei na praça um lugar aconchegante que faz parte da história de Toledo. Até hoje transmite paz e tranquilidade em pleno centro da cidade! (Marcos)

 

Centro histórico de Toledo, local onde ficava situada a imobiliária de minha família e onde aconteceram eventos culturais de grande importância em minha infância e juventude. Também havia alguns estabelecimentos comerciais que frequentava muito, como o kiosque do Sukinho, da família Barros, o Salão Brasil, o Sindicato Rural, a biblioteca Municipal, a galeria Maurício, o Cachorrão, do Jânio e o Bar e Lanchonete Capri, da dona Elma Friedrich. (Rodrigo Prieznitz)

 

A praça sempre foi palco da luta de Movimentos Sociais e trabalhistas. Consagrou-se como o principal ponto de encontro de movimentos de professores, funcionários públicos, bancários e movimento estudantil.

 

Ela continua sendo o local de grandes festividades e encontros familiares, em especial nas comemorações de final de ano, onde sedia a “casa do Papai Noel”.


PESQUISA:

Geissiely Alice dos Santos Nunes

Maisa Santos de Souza

Stefani Sabrina Aragão

Giovani Marcos Bernini

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MEMORIAL DO PIONEIRO COLONIZADOR

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O Memorial do Pioneiro Colonizador foi inaugurado em 2012, e é uma homenagem aos primeiros habitantes da cidade, quando ainda pertencia ao Município de Foz do Iguaçu.

Os totens localizados no Largo São Vicente de Paulo, registram os nomes dos que chegaram, nasceram ou se fixaram em Toledo entre os anos de 1946 a 1952.

São 24 placas com aproximadamente 2.800 nomes.

A pesquisa dos nomes foi feita por uma comissão que analisou documentos existentes no Museu Willy Barth, de Toledo.

Imigrantes
Durante a viagem. Pausa para o almoço.

Os primeiros colonizadores (pioneiros) chegaram à cidade em 1946, após 38 dias de viagem desde a região de São Marcos – RS

Colonizada pela Colonizadora Madeireira Paraná (MARIPÁ), os primeiros lotes urbanos e rurais foram postos à venda em 1951.

Os lotes tinham em média 25 hectares, evitando a criação de latifúndios durante a colonização.

Toledo - 1947
Toledo – 1947

Os lotes, em faixas alongadas, foram todos planejados com a frente para a estrada e os fundos para a água.

O projeto da Maripá pretendia povoar a área com agricultores adaptáveis ao clima da região.

Os primeiros imigrantes foram, em sua grande maioria, provenientes do Rio Grande do Sul, de origem italiana ou alemã.

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Vários outros imigrantes eram de origem paraguaia, remanescentes das obrages. Foram muito importantes no auxílio às obras de infraestrutura inicial da cidade.

Trabalhadores paraguaios - 1950
Trabalhadores paraguaios – 1950

Segundo o Plano de Colonização da MARIPÁ (1946) os imigrantes deveriam ser habituados com a criação de suínos, fabricação de manteiga e de queijo, cultivo de milho, batatas, trigo, fumo, arroz.

A reprodução da “vida colonial” figurava como elemento central na representação dos migrantes. Se na vila era importante que houvesse a igreja/paróquia, a escola, o mercado, o correio, o banco (etc.), na propriedade rural era indispensável o arado, a enxada, a foice, o facão, o machado

Apesar das dificuldades, a receptividade em Toledo era festiva, devido ao clima de familiaridade estabelecido entre os imigrantes.

Festejos
Festejos de final de ano – 1950

 

Motoristas da Colonizadora MARIPÁ - 1950
Motoristas da Colonizadora MARIPÁ – 1950

 


PESQUISA:

Eduardo Lima R

Kauã Samuel

Rafaela Schirmann

Giovani Marcos Bernini